Cláudio Cruz- violinista, maestro, excelência na dedicação à música.

Este post é dedicado à carreira de um grande músico brasileiro, Cláudio Cruz, um violinista que ao longo do tempo manteve a excelência em seu instrumento, nunca deixou de se aperfeiçoar e estudar. Procura constantemente novos desafios que tragam aos brasileiros e mesmo estrangeiros o melhor da música clássica como também da contemporânea. Procura valorizar com boas interpretações estilos diversos. Uma dica a quem não consegue ouvir música contemporânea, ouça uma boa perfomance como a de Cláudio Cruz com um compositor respeitado, talvez voce se surpreenda ao gostar de música contemporânea bem tocada.

Nas orquestras por onde foi maestro sempre procurou levar convidados de grande valor musical, nós campineiros tivemos o previlégio de receber enquanto foi maestro da Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC)de 2003 a 2005 convidados como John Neschling, Antonio Menezes, entre tantos outros. Tivemos o prazer de ter duas óperas encenadas, O Guarani e Don Giovanni. Programas de qualidade que não tiveram continuidade após seu desligamento da orquestra.

Este blog também é dedicado à biografia de artistas e personalidades vivas ou não que fizeram e fazem a diferença na nossa arte.

Biografia Cláudio Cruz

Um dos mais brilhantes violinistas brasileiros de sua geração, Cláudio Cruz iniciou-se na música com seu pai, o luthier João Cruz. Mais tarde, foi orientado por Erich Lehninger e Maria Vischnia, complementando ainda sua formação em cursos ministrados por Joseph Gingold, Chaim Taub, Kenneth Goldsmith e Olivier Toni. Cláudio é vencedor de diversos concursos no Brasil, e acumula premiações como a da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1985 e 1997) e o Prêmio Carlos Gomes (2002 e 2006). Em 1991 estreou na Europa como solista da Kammerorchester Berlin, e desde então tem sido convidado a atuar como solista e camerista naquele continente, bem como nos Estados Unidos, América Latina e Japão. Spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) desde 1990, foi primeiro violino do Quarteto Amazônia e ocupou por dez anos o cargo de diretor musical da Orquestra de Câmara Villa-Lobos.

Desenvolvendo paralelamente intensa atividade como maestro, apresentou-se frente a algumas das mais importantes orquestras brasileiras, como Osesp, Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo, Orquestra do Teatro Nacional de Brasília e Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). Regeu ainda a Symphony of the Americas (EUA), a Metropole Orkest (Holanda), a Orquestra de Câmara de Osaka, no Japão, e a Sinfônica de Avignon, na França, entre outras. De 2003 a 2005, foi regente titular da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, e desde 2005 dirige a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto.

Em sua premiada discografia destaca-se a gravação, na Itália, de obras de Henrique Oswald, Villa-Lobos, Edino Krieger e Ronaldo Miranda, bem como obras de Debussy e Villa-Lobos com o pianista Michel Dalberto, na Suíça, em 2009. Deixou também gravado em discos seu trabalho com a Orquestra de Câmara Villa-Lobos e com o Quarteto Amazônia – com destaque para o CD “Adiós nonino” que registrou tangos de Piazzola e foi ganhador do Grammy Latino, em 2002. Já como solista da Osesp, gravou recentemente os concertos para violino de Max Bruch e Tchaikovsky.

À frente da Orquestra de Ribeirão Preto (OSRP) grava o CD Coletânia (2007) com obras consagradas do repertório sinfônico, também em 2007 grava com a mesma orquestra o CD Mozart Sinfonia nº 40 e Beethoven Sinfonia nº 5. Em 2008 é gravado no teatro Pedro II o CD comemorativo pelo aniversário de 70 anos da orquestra Conserto de aniversário 70 anos nº 1000. Estes cds estão à venda no site da OSRP .

Em 2010 para homenagear seus 20 anos como spalla da Osesp, a mesma lança em CD podendo ser baixado gratuitamente do site “OSESP e Claudio Cruz”, uma vida de trabalho de qualidade a uma grande orquestra brasileira .

No dia 26 de Março de 2011 na Sala São Paulo será lançado o CD “Flausino Vale e o Violino Brasileiro” , patrocinado pela Petrobrás este CD faz gravações integrais do compositor Flausino Vale, compositor praticamente desconhecido do grande público brasileiro.

Não parando nunca de trabalhar em prol da cultura Cláudio Cruz rege nos dias 16, 18 e 20 de Março no Teatro Pedro II a ópera La Bohème de Puccini, com a Orquestra de Ribeirão Preto (OSRP).

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